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O CARNAVAL DAS CRIANÇAS
ZORRA TOTAL- REDE GLOBO


Admin · 47 vistos · Deixe um comentário
Dez062009

Corinto- MG

   
  Corinto - MG
                

Guillermo Bolaños (*)

 
04.12.09.2009 00h.30
 
 

 

Umas semanas atrás, estava lembrando dos amigos que fiz, na cidade de Corinto, no estado de Minas Gerais. Na época de estudante, em 1969, eu cursava a Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais. O primeiro ano sempre foi difícil, e para mim foi mais ainda, porque eu não tinha nenhum parente e nem familiar aqui no Brasil.

O tempo passou rápido. As provas finais do segundo semestre da Faculdade estavam chegando ao fim. Naquela oportunidade, eu tinha que receber um cheque em dólares, que o meu pai comprava no banco de Masaya, na Nicarágua e depois enviava para mim, mês a mês, por carta registrada. Era com este dinheiro que eu pagava toda a minha manutenção e minhas contas.

Uma carta levava 12 dias em média e no mês anterior um funcionário dos correios, tinha-me furtado o cheque do mês. As poucas reservas que sobraram deram só para eu pagar o restaurante de Faculdade. Como não tinha dinheiro, tive que sair da "república", onde morava e mudei-me para uma garagem, na rua dos Otoni.

Esta vaga na moradia, quem arrumou foi o Márcio, que lá morava. Márcio trabalhava na biblioteca da Faculdade e no dia que eu percebi ter sido roubado nos correios, eu estava triste e ele me perguntou o que eu tinha. Ai eu desabafei e contei do cheque, da demora em chegar uma carta, com outro cheque, da falta de dinheiro e por isso me ofereceu a vaga na garagem.

Ele era um amigo especial, muito humano. Estando já quase livre das provas ele me disse, Guillermo, onde você vai passar o Natal e o Ano Novo? Eu respondi, aqui em Belo Horizonte, porque não tenho família e nem dinheiro. Ele então fez a proposta e o convite para ir na cidade dele, Corinto, e passar as festas por lá. Senti a sinceridade no convite, e aceitei, porque não tinha aonde ir mesmo.

Lembro que fomos juntos na Rodoviária antiga de Belo Horizonte, do lado do rio Arruda, para embarcar. O ônibus, era da São Geraldo, uma carroceria Ciferal. Partimos e a primeira parada foi em Paraopebas, lá o Márcio desceu e foi no barzinho, comprou um guaraná para mim, e um pão de queijo.

Eu não tinha descido porque não tinha dinheiro para nada. Época da repressão e dos governos militares, nesta parada, entraram vários militares, no ônibus e procuravam alguém. Depois de pedir documentos para alguns passageiros, seguimos viagem.

Nesta época, a cidade de Curvelo, tinha feito umas melhorias na praça central da cidade e a propaganda era que esta praça seria a mais bonita do interior de Minas Gerais. De fato quando passamos por ali, a praça iluminada parecia muito bonita. Seguindo a viagem, o ônibus chegou ao destino, a cidade de Corinto.

Como a residência da família do Márcio era perto, fomos caminhando e com a malas nos braços. Lá chegando fui apresentado para toda a família que nos esperava, já com um belo jantar na mesa. Devo destacar que pela proximidade com o Rio São Francisco e a cidade de Pirapora, peixe foi o prato escolhido.

Entre uma garfada e outra, fui conhecendo os membros daquela casa que me recebeu, com a hospitalidade, nunca antes vista por mim. O pai, soube depois, tinha sido prefeito de Corinto. A mãe era uma dona de casa doce na sua simplicidade. Balaio, apelido de um irmão dos mais velhos, Olivia irmã mais velha, já casada com o Gilson. Depois vinham Dioneia, que estava noiva do Carlos, gerente de um dos supermercados da pequena Corinto.

Depois Maurinho, mais novo que o Márcio, e Ciduca, apelido da irmã mais nova. Depois daquele maravilhoso jantar, surubim ensopado, com direito a repeteco, saimos o Márcio e Eu, para dar umas voltas, e conhecer o centro, daquela cidade, onde eu passei o meu primeiro Natal e Ano Novo, no Brasil.

Lembro que depois da casa dele que era de esquina, a cerca de 50 metros, seguindo pela rua principal, havia um bar da moda, não lembro o nome, mas a rapaziado toda de Corinto estava lá. Eu como forasteiro, claro chamava a atenção de todos, principalmente das mocinhas do lugar.

Quando era apresentado para elas, e iniciava um diálogo, evidentemente que o meu sotaque, soava como uma melodía, nos ouvidos femininos. Tinha umas que puxavam conversa, só para me ouvir falar. O meu repertório de palavras em português era muito limitado, só que eu já tinha notado que o meu sotaque valia ouro.

Por volta das 23 horas, decidimos voltar para casa, e eu notei, que a porta da frente, não estava fechada. Lá na tranquilidade de Corinto, a porta era só encostada, sem fechar. Pensei comigo, aqui não devem ter ladrões.

O quarto das meninas Dioneia e Ciduca tinha sido requisitado para o Márcio e seu amigo, pois era o melhor da humilde, mas bonita casa. Foi neste quarto, que conhecí chenille, o de lá era cor de abóbora. Nos dias posteriores, o rotina era levantar na hora que desejasse, tomar aquele café da manhã farto e depois ruar, conhecer todos os amigos do Márcio, e evidentemente as amigas.

Lembro do Décio Alvarenga, seu irmão Túlio, um que tinha apelido de Padre Zezê, e muitos outros. Os pontos de encontro eram na praça de esportes, a piscina era lotada, depois saiamos direto para chupar picolés, quase sempre de limão.

Invariavelmente, os rapazes, paravam na sinuca, onde ficavam um bom tempo. A minha primeira impressão ao ver aquela mesa de sinuca, era de jogar, mas como faze-lo, se na minha terra, só se jogava carambola (sem caçapas), e o chamado de "pool", mais americanizado, 15 bolas numeradas e uma branca.

Como entender o valor das bolas aqui, e a contagem, diferente? e quando o jogador arriscava, porque perdia? e se acertasse, porque continuava? Túlio então explicou-me as regras e ai sim, eu aprendi a jogar sinuca, foi Túlio quem me ensinou.

Atualmente, o que eu sei é que o meu amigo Márcio perdeu a vida em Pirapora, afogou-se no Rio São Francisco. Balaio, Maurinho, Olivia, Décio e Túlio ainda moram em Corinto. Dioneia e Carlos em Betim-MG. Ciduca e sua família, em Belo Horizonte, mas o que ficou em mim, daquele Natal e Ano Novo, foi a hospitalidade do povo mineiro do interior, da pequena cidade de Corinto, que não mede esforços, para te receber bem.

A todos eles, agora, 40 anos depois, vai o meu muito obrigado.




      








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(*) Guillermo Bolaños é médico em Santa Isabel, SP - BLOGUILLERMO" TEM DOIS ENDEREÇOS, LÁ VOCÊ PODE REVER ALGUMAS DAS MATÉRIAS AQUI PUBLICADAS  http://guillermo.bloggeiro.com/index.htm - http://guillermo.criarumblog.com/index.htm

 

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Admin · 114 vistos · Deixe um comentário
Nov292009

ENXAQUECA
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Admin · 100 vistos · Deixe um comentário
Nov142009

DIÁLOGO GUAYMURAS
AS DELEGAÇÕES DO GOV. DE HONDURAS( MICHELETTI ) E DO EX-PRESIDENTE ZELAYA, DIALOGAM EM COSTA RICA...E TENTAM CHEGAR NUM ACORDO, ESTE ACORDO É AQUI ANALISADO...


Admin · 90 vistos · Deixe um comentário
Nov042009

A cada 25 anos

 
  30-10-2009
A cada 25 anos
                

Guillermo Bolaños (*)

     
 

Nesta oportunidade, fui agraciado com um novo artigo, já publicado, do Engenheiro Edézio Teixeira de Carvalho, que tenho a oportunidade de mostrar. Devo acrescentar que, em relação à água pluvial, aprendi coisas muito importantes.

Na minha terra, Masaya, na Nicarágua, o aproveitamento, das águas das chuvas é fundamental, dura seis meses e obriga a região a uma seca de outros seis meses. O que fazer? Vamos economizar no gasto e armazenar toda a água captada das chuvas.

Deste aprendizado, na minha propriedade em Santa Isabel, tenho grandes reservatórios de água utilizada para irrigação das plantas na seca. Mesmo tendo água canalizada e cara da Prefeitura local, pago o consumo mínimo, mas não utilizo, prefiro a da chuva que é devolvida à natureza. Boa leitura:

"Os 25 anos não pretendem ser exatos, mas ordem de grandeza. Por que o desastre com a gestão da água no mundo eurocêntrico? Porque a todo momento ouvimos ditos como o do príncipe hiperbóreo neocolonialista dizendo que é preciso conter a remoção da floresta amazônica (dito com o qual concordo com ressalvas), mas esquecendo-se ele de que a substituição de florestas como as de seu país por um relvado de mesa de bilhar precisaria ser parcialmente revertida.

Será que ele não sabe plantar? Afinal, estamos preocupados a sério com o aquecimento global, a ponto de reconhecer a óbvia conseqüência da premissa? Se a remoção de florestas provoca aquecimento global, os países que já as tiraram são os que já provocaram o aquecimento e são os que já deveriam ter tomado a óbvia providência do replantio. Ora, deixe ele um pouco de plantar batatas e plante pelo menos um pinheiro em seu quintal.

Por aqui: onde nasce o São Francisco? Na serra da Canastra, ora! Não! O São Francisco não nasce, nasceu no litoral, entre Sergipe e Alagoas. Assim diz a geomorfologia. Assim diz a geologia física. Assim diz a física em sua mecânica dos fluidos. Pela física: Como poderia a primeira gota d'água, tendo sido  dada à luz na serra da Canastra, chegar ao Atlântico percorrendo o famoso leito e abrindo-o por suas próprias forças?

A física diz que outras abriram caminho para ela, de baixo para cima, do litoral para o interior do continente. A geologia diz que a erosão remontante foi escavando o famoso leito, de baixo para cima. A geomorfologia diz, de forma um pouco mais elegante, que o São Francisco foi conquistando sua bacia por sucessivas capturas fluviais, e diz ainda que na insondável profundidade do tempo geológico por vir, poderá até capturar o rio Grande ...

Geólogos e geomorfólogos deveriam entrar em acordo para desfazerem essa confusão de conceitos dizendo que os rios nasceram em suas fozes e o que lhes chamamos nascentes são de fato o ponto mais afastado, mais alto, mais distante da foz a que conseguiram levar seus leitos sob o império do desequilíbrio entre forças e resistências continentais.

Por que rios urbanos de cidades crescentes atacam com inundações a intervalos semelhantes àquele? Porque obviamente as águas que escoam nas cidades crescentes aumentam com as extensões de telhados e de pistas asfaltadas, ambos impermeabilizadores, em processo cíclico de realimentação positiva; é evidente também que cada cidadão ao construir sua casa deveria neutralizar esse efeito coletando águas pluviais incidentes nos telhados e que administrações municipais usassem resíduos urbanos posicionados de forma geologicamente bem orientada para armazenar águas pluviais.

Nunca tentaram sistematicamente a via certa. Tentarão um dia? Assim o observador atento é tentado a comparar ciclos de 20 a 30 anos de esgotamento de efeitos das obras com os de liquidação de financiamentos das obras anteriores. "

por Edézio Teixeira de Carvalho - Engenheiro Geólogo

Começo da safra de 2009-2010 de Pitahaya da Nicaragua

Nesta semana, fui ao litoral norte de São Paulo, mais precisamente à Praia da Lagoinha em Ubatuba com águas calmas e mornas. Não tem buracos, quem tem crianças pequenas pode ir com toda a segurança pois pode andar quase uns 150 metros dentro do mar, com água nos joelhos.

Peguei um dia de chuva direto, na sexta feira mas os outros deu para aproveitar. Fiquei só quatro dias, porque alguém tem que trabalhar. Depois que voltei, tive a grata surpresa de encontrar os primeiros botões, nas ramas das minhas pitahayas - foto.

Isto significa que em dezembro, deverei ter os primeiros frutos. Nesta fase, já não dá para retirar ramas para mudas, pois, perde-se a fruta que vale muito mais do que a muda.

Graças a Deus, tive tempo de fotografar e mostro como eclode o botão. Ele se origina onde já existia um conjunto de espinhos. Meses atrás, no mesmo local, originavam-se as pequenas ramas que aumentam o tamanho da planta. Ainda bem que tive tempo para tirar as fotos dos primeiros brotos.



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Admin · 102 vistos · Deixe um comentário

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